sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Entrevistas

Eu sou uma pessoa que tento não me contentar com aquilo que tenho, embora o aprecie até ao último minuto.
Dai o facto de embora ter trabalho (thank god) volta e meia vou a uma entrevista ver se arranjo melhor, o que me leva ao dia de hoje, 18 de Outubro de 2011, o dia da entrevista mais surreal de toda a minha vida.

Recebi um contacto á dias, da parte da manhã, onde me foi perguntado se gostaria de ir a uma entrevista nas laranjeiras.Não me foi dado nome da empresa (que falta de chá) apenas que me dirigisse a tal morada ás 11h de hoje.Assim o fiz.
Batiam as 10 horas e 30 minutos encontrava-me eu na esplanada de fronte ao prédio que, tanto quanto sabia, poderia conter um brilhante futuro.
Tudo começou logo á entrada, dirigi-me á porta e, visto que me devia dirigir ao 9º andar, notei que não havia 9º andar, pensei estar no prédio errado mas depois de confirmar 1001 vezes acabei por decidir que estava certo.Entrei.No elevador, outra vez nada de 9º andar e pensei eu, isto deve ser algo do twilight ou então alguma coisa tipo a entrada de hogwarts e eu tenho de acreditar que o botão está lá(teoria que se veio a provar errada).Pressionei o botão para o 8º andar, pronto para desafiar tudo e todos, chegado ao dito piso subi um lance de escadas e verifiquei que o mítico 9º andar realmente existia mas não era um andar, era algo como duas salas no topo do prédio.
Bati á porta.Abriram.Para meu espanto um senhora capaz de fazer inveja a qualquer esquina intendentiana convida-me a entrar e eu pensei (Ok this is when they remove my kidneys right?)."sente-se, sente-se" disse ela, com a maior simpatia mas um ar maroto ao mesmo tempo.Assim fiz, com muito medo de acabar numa banheira de gelo ou muito pior como um filme porno class B (Onde eu tinha a certeza de que ia acabar).
Depois de uma boa hora á espera entrei para uma outra sala e dou por mim preplexo.Um call-centar da ZONA.Com 6 pessoas a trabalhar (WHAAAAAAAT???) depois de ouvir as barbaridades que aquelas alminhas gritavam aos telefones sem a mínima noção ou decência que é obrigatória num call-center chamam-me a uma secretária e dizem-me "Vou ser eu a dar-lhe a entrevista porque a patroa ficou sem bateria no carro" ao que eu respondi "com certeza deixe-me só ir atender uma chamada".
Esqueci-me de lhe dizer que a vinha atender ao telefone fixo de casa e que com certeza nunca na minha vida lá volto a pôr os pés.

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